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Telas que falam a minha língua (No Portal das Artes)




Ao facilitar cursos sobre criatividade, seja ele Caminho do Artista, Pintura Intuitiva, Arte-terapia ou outra coisa qualquer, não há nenhuma vez que não oiça a alguém a dizer: eu não sou criativo ou eu não tenho jeito nenhum para as artes. Contudo também não há nenhuma vez que não vejo um brilho a acender nos olhos de quem pega no pincel ou tinta nas mãos e traça umas linhas e cores aleatórias na tela... Porque faz parte da nossa essência, todos nós, sem exceção, nascemos criativos. É belo testemunhar o processo, ver o desabrochar do artista, do Ser Criativo de cada um, é tão belo ver a descoberta do caminho de volta a quem somos. Fazer arte fala de nós... e quanto mais prestamos atenção ao processo mais descobrimos sobre quem somos. A arte torna visível o invisível. Com muita Gratidão partilho convosco a partilha da Joana sobre o seu processo no Curso da Pintura Intuitiva!


Telas que falam a minha língua

(No Portal das Artes)


Como forma de expressão de uma conversa interna, a pintura tornou-se a forma de comunicação.

O processo tem tornado possível a auto observação e introspecção como forma de desenvolvimento. Há em mim um grito de liberdade, em que o caos, como forma de montanha russa emocional, transporta através das cores uma realidade significativa.

Em cada processo, o êxtase transforma-se em traços, círculos e formas que sem ordem se entrelaçam na harmonia.

Há uma tela que fala da fala em mim desorganizada. Outra tela há, que constrói a unificação do caos que a fala provoca criando harmonia no som que em mim ecoa.

Chego a casa cansada de tão satisfeita.

Os pinceis ganham leveza e peso consoante a imagem que crio nos traços que vão figurando. São imagens mentais que de reais têm muito, mas na realidade não passam de traços. As suas formas apenas existem no mental à medida que ouço a voz que é a minha, a cada pincelada e cor que vou escolhendo ao som da música que vai passando…um ÊXTASE! Assim é o processo de criatividade neste desafio ao qual me propus. Ser mestre de mim mesma, sabendo que a (des)conecção de mim própria é a marca do traço comum destas telas.


JcL, Funchal, 02-12-2020

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